A mulher anônima
também não tem nome.
Seu sorriso caiado
possui um falso glamour
Que esconde a
vergonha e a tristeza.
O Corpo da mulher
anônima é um templo inviolável
De beleza plástica
moldada e curvilínea,
Onde habitam o prazer
lascívio e o desencanto
Para uns, ser desprezível
Para outros,
acalanto
É mesmo assim a
mulher anônima:
Fonte de prazer,
culpa pagã e desencanto.
Os hipócritas que se
saciam
Da força do corpo e
do sangue da mulher anônima
São os mesmos que a
vilipendiam, escarram e execram
Com seus princípios
morais.
Autoridades,
religiosos, chefes de família;
Ricos e pobres
Pretos, Brancos,
Amarelos e mestiços;
Todos homens de bem
arfam
Sob o corpo
imprestável da mulher sem rosto
Que nem chora, nem ri
e nem demonstra
gosto
nem mesmo asco
por ser o repositório
infiel jorrado e nojento.
A mulher sem nome,
sem rosto e de sorriso caiado e fácil
É uma dádiva fulgaz,
Um anjo caído
Neste mundo
traído
Por seus princípios
morais.

Gostei muito continue assim
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