domingo, 15 de abril de 2012

A Mulher Amarga

Mulher amarga

Muito amarga

Tão amarga e seca.

Não sabe reconhecer o amor.

Teve seus sonhos roubados.


A mulher amarga nem sabe ao certo chorar.

Acorda, vive e dorme sem sequer sonhar.

Para viver o outro dia igual.

Sem sentir, sem gozar.


O útero da mulher amarga não chora, não deseja.

A boca da mulher amarga não beija e nem sorri

O rosto da mulher amarga

Guarda marcas, guarda mágoas

Sob a forma de sulcos profundos


O sorriso dela, mulher amarga é invertido.

Naquela mente o amor é só uma palavra sem significado


Como gostaria de salvar o coração da mulher amarga

Que disfarça suas amarguras sob o manto urbano da retidão

Que não chora e não ri...

não esboça qualquer reação!

Ensiná-la-ia a amar e amar.


Quero ajudar a mulher amarga

A resgatar sua doçura
seu viço
seu riso...

Nenhum comentário:

Postar um comentário