Tarde demais....
O amor faleceu
Faminto de amor que estava
Malditas
Não sobrou tempo para cultivar
A contígua existência
Da ortodoxa essência humana
(de carne podre e coração ruim)
Um rio de sangue ruim
Riu de muim
Enquanto o silêncio sobrexistiu
Como forma letal de compaixão
Tarde demais
É veloz demais o entardecer em mim
E a alegria virou um pássaro eremita
Abrigado na mais alta montanha
Quase tocando o sol
Tarde demais
Abrace seu travesseiro
Companheiro imóvel
Pois a cada pesadelo novo
Um novo convite
Para bailar com a morte
E lance mão de toda a sorte
Pois cada riso
Inopinado teu
Será um malogrado número
No jogo de azar
Que a vida é
Tarde demais
Quando a solidão vier do sul
Vestida de azul
Te abraçar
E a primeira lágrima de sangue escarlate
Percorrer seu rosto feito lava, feito chocolate
Verás que não tens mais ninguém
Nem mesmo a mim
Pra segurar tuas mãos
(que seguram um rochedo na beira do abismo)
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