Fui feito de você
Da mesma matéria
Do mesmo ser...
Mas....e você?
Também foi feita de mim?
Feita para mim?
Assim mesmo somos nós
Metades isomórficas
Um todo,
De um amor, teorema complexo
Sem regras, nem nexo
Junção corpo, plexo, espírito e alma!
Ainda assim me pego a perguntar:
- Pr que demorastes a chegar?
Blog de Bilmar Angelis, Major PM, Professor Universitário, Estudante, pai, marido, filho, poeta nas horas vagas e blogueiro amador.
domingo, 9 de maio de 2010
NA LÍNGUA DO ALÉM
Na língua do além
Você é o caminho do bem
É o sentido e a direção
Nos quais a vida e a morte
Rumam de mãos dadas
Na língua do além
Você é o clarim que anuncia
Longa vida ao rei
Como previa a profecia
Na língua do além
Você é o anjo guardião
A serpente
A semente....
A religião.
Tarde Demais!
Tarde demais....
O amor faleceu
Faminto de amor que estava
Malditas
Não sobrou tempo para cultivar
A contígua existência
Da ortodoxa essência humana
(de carne podre e coração ruim)
Um rio de sangue ruim
Riu de muim
Enquanto o silêncio sobrexistiu
Como forma letal de compaixão
Tarde demais
É veloz demais o entardecer em mim
E a alegria virou um pássaro eremita
Abrigado na mais alta montanha
Quase tocando o sol
Tarde demais
Abrace seu travesseiro
Companheiro imóvel
Pois a cada pesadelo novo
Um novo convite
Para bailar com a morte
E lance mão de toda a sorte
Pois cada riso
Inopinado teu
Será um malogrado número
No jogo de azar
Que a vida é
Tarde demais
Quando a solidão vier do sul
Vestida de azul
Te abraçar
E a primeira lágrima de sangue escarlate
Percorrer seu rosto feito lava, feito chocolate
Verás que não tens mais ninguém
Nem mesmo a mim
Pra segurar tuas mãos
(que seguram um rochedo na beira do abismo)
O amor faleceu
Faminto de amor que estava
Malditas
Não sobrou tempo para cultivar
A contígua existência
Da ortodoxa essência humana
(de carne podre e coração ruim)
Um rio de sangue ruim
Riu de muim
Enquanto o silêncio sobrexistiu
Como forma letal de compaixão
Tarde demais
É veloz demais o entardecer em mim
E a alegria virou um pássaro eremita
Abrigado na mais alta montanha
Quase tocando o sol
Tarde demais
Abrace seu travesseiro
Companheiro imóvel
Pois a cada pesadelo novo
Um novo convite
Para bailar com a morte
E lance mão de toda a sorte
Pois cada riso
Inopinado teu
Será um malogrado número
No jogo de azar
Que a vida é
Tarde demais
Quando a solidão vier do sul
Vestida de azul
Te abraçar
E a primeira lágrima de sangue escarlate
Percorrer seu rosto feito lava, feito chocolate
Verás que não tens mais ninguém
Nem mesmo a mim
Pra segurar tuas mãos
(que seguram um rochedo na beira do abismo)
TSUNAMI
Tempo calmo
Nos campos dos sonhos
Calmaria depois da tormenta
A alegria não tarda em voltar...
Não cansa de tentar...
Adrentrar ao coração
Fé no recomeçar
No reconstruir, reeguer o orgulho
De crianças sem pais
E de pais sem crianças
Num horizonte de incertezas
Onde a natureza
Foi amiga e fiel algoz
O movimento no fundo do mar
Feroz
Varreu
Apagou
Destruiu
Dissolveu
Levou...
Mas não roubou o nem o sorriso
Nem a esperança
E nem a fé!
Nos campos dos sonhos
Calmaria depois da tormenta
A alegria não tarda em voltar...
Não cansa de tentar...
Adrentrar ao coração
Fé no recomeçar
No reconstruir, reeguer o orgulho
De crianças sem pais
E de pais sem crianças
Num horizonte de incertezas
Onde a natureza
Foi amiga e fiel algoz
O movimento no fundo do mar
Feroz
Varreu
Apagou
Destruiu
Dissolveu
Levou...
Mas não roubou o nem o sorriso
Nem a esperança
E nem a fé!
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