quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

1/4 Escuro

(Com a minha amiga Ana Virgínia Queiróz)

Queria gritar
Mas a voz não saiu...
No escuro,
com medo fiquei

Tentei correr
Paralisia
Tentei chorar
Sorria

O temor se apoderou
Entorpeceu
Silenciou
Nem ternura senti

Nem feio, nem branco
Nem fraco, nem franco

Tudo que sentia
Era o medo
Medo....
Indiferença

Foi então que notei
Uma fresta
Um resto de
rastro de luz

Acalanto senti
Sorvi
O gosto bom sol
Na tez

Ali, feliz
No canto do quarto
Cantei...
Dormi!

Sonhei, embalado
mas antes sorri...
um sorriso sereno e brando
como aqueles da minha infância

reflexo da paz e da crença
de que um novo dia trazia consigo
a esperança e a fortaleza
para o enfrentamento de minhas sombras....

Um comentário: