Certas vezes me conheço tanto
Outras vezes nem sei quem sou
Sinto falta de ter certezas
Tenho medo de ser confuso
Certas Vezes me perco em sonhos
Outras vezes a realidade me ofusca
Tenho medo de muitas gentes
Tenho medo de ser ilha
Vivo assim, assim vivo....vivo
Meio morto por dentro
Meio chamamento
Ouço os ruídos, os sons
Vejo as luzes, as trevas
Cavalgo à léguas de mim
Sinto as legiões de segredos
Dos medos, dos receios, dos pesadelos
Desta existência.
Certas vezes amo tanto
Outras não sinto nada
Sinestesia...a amnésia de sentimentos me anestesia
Perdi a inspiração
Nem ouço mais a canção
Toada boba que tocaram pra mim.
Queria correr...não posso
Queria fugir...não consigo
Queria gritar...me calo
Queria pensar...me pesa
Queria sonhar...acordo
Queria não ter medo
de ter certezas
de ser confuso
de duvidar.
Bilmar Angelis.
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